Piano stairs
October 29, 2009
Quem me dera que fizessem mais coisas destas para ver se se diminuía a atrasadice mental da utilização de escadas rolantes. Se eu mandasse nalguma coisa, proíbia a utilização de escadas rolantes excepto a pessoas com deficiências motoras.
Bolas
Bolas pá, tu és violento. A uma sexta-feira, depois de uma semana complicada e com mais de 12 horas de trabalho no lombo, fora uma mochila carregada com o portátil sabe-me muito melhor usar escadas rolantes do que ainda ter que trepar 200 degraus para sair de uma estação de metro.
Desde que quem fique parado se encoste à direita para que quem quer andar o faça pela esquerda, não vejo qual o problema.
Pedro, sim, nisto sou um
Pedro, sim, nisto sou um bocado violento, tal como na história das cápsulas de Nescafé.
No entanto devo já referir uma coisa: não estava a dizer que as pessoas que usam as escadas rolantes é que são as atrasadas mentais. Agora que reli o texto (escrevi-o à pressa) percebi que escolhi mal as palavras.
Somos vítimas de uma sociedade de consumo que nos impinge estas coisas para que os seus criadores e impulsionadores encham os bolsos de dinheiro, ao mesmo tempo que nos escondem o mal que estamos a fazer ao planeta por as usarmos. Portanto o que considero atrasadice mental, novamente, não é as pessoas usarem as escadas rolantes; é o facto de as colocarem por todo o lado onde não são necessárias, ou pelo menos não em tão grande número - por vezes sem sequer nos darem alternativa (por exemplo, no Almada Fórum) - e estar para ali uma porcaria a consumir electricidade (e não é pouca) um dia inteiro, sem parar.
Portanto o meu problema é só um: o impacto ambiental negativo que a utilização destas coisas tem, a qual ainda por cima na esmagadora maioria dos casos não é por necessidade mas sim por comodismo.
Eu também me sinto mais cómodo se for de escadas rolantes mas só de me lembrar que aquilo é mais uma das mil e quinhentas coisas que usamos por preguicite aguda e que contribuem desnecessariamente para o abuso dos recursos do nosso planeta, ganho logo forças novas para subir e descer as escadas normais duas ou três vezes :)
Escadas rolantes...
Realmente vamos então acabar com os carros e aviões (o pessoal antigamente também ia de cavalo, burro ou a pé de uns sitios para os outros), acabar com os barcos a motor, usemos as velas e por ai fora.
A questão agora é que é bonito uma escada que seja um piano, mas e então a poluição sonora?
Isto é como em tudo. Por isso é que ao inicio as escadas rolantes estavam sempre a andar e já há alguns anos que há escadas rolantes que quando não estão a ser utilizadas reduzem em muito a velocidade de funcionamento. É claro que não podem parar porque senão quando arrancassem mandavam as pessoas todas ao chão.
Já agora só por curiosidade és a favor dos carros eléctricos?
:D
Já sabia que alguém ia buscar
Já sabia que alguém ia buscar essa dos carros, etc... :)
Vamos lá ver uma coisa: eu sou contra o desperdício mas não sou Amish! ;)
Um carro não é a mesma coisa que uma escada rolante e se quiseres dizer que é, então estás a querer implicar. :)
A utilização típica de uma escada rolante é um desperdício, porque as pessoas não precisam daquilo. Há excepções? Claro que há, para pessoal com deficiências motoras, ou coisas do género.
Já a utilização típica de um carro não é um desperdício, porque as pessoas precisam deles para se deslocarem distâncias grandes em tempo útil. Há excepções? Claro que há, como aquele pessoal que usa o carro para deslocações que a pé se faziam em 5 minutos.
Agora se me vieres falar de que os carros são na mesma um despercídio porque se as pessoas quisessem iam a pé na mesma, ou de transportes públicos, mesmo demorando mais tempo, e que a pressa só existe porque a sociedade consumista a isso nos obriga, concordo inteiramente - mas nesse caso dás-me ainda mais razão na questão das escadas ;)
Bom, se é por uma questão de
Bom, se é por uma questão de necessidade ou não, ok, de acordo. Mas olha que há sítios onde dão muito jeito (e isto de uma pessoa que todos os dias sobre 5 andares a pé para ir trabalhar, em vez de ir de elevador).
BTW, no Almada Forum tens escadas normais em alternativa.
Eu não discordo do jeito que
Eu não discordo do jeito que dão, eu próprio as uso muitas vezes. Mas se não as tivessemos, se calhar não sentíamos falta delas para o uso comum.
E é verdade, há algumas escadas normais no fórum, estava a ser injusto. No entanto são muito menos do que as escadas rolantes. Se não me engano nas contas, existem 7 escadas normais versus 16 escadas rolantes só na entrada central, mais 6 passadeiras das entradas laterais do jumbo (3 de cada lado), mais 2 na praça da Fnac e mais 4 na praça do "vulcão", perfazendo um total de 22 escadas rolantes e 6 passadeiras. Agora que fiz as contas ainda acho mais ridículo... :|
Boas, Neste momento estou
Boas,
Neste momento estou mais preocupada com a emissão de CO2 e poluição sonora na Avenida da Liberdade (e em sítios críticos de Lisboa), do que propriamente com as escadas rolantes. Segundo a notícia "já utltrapassa todos os limites máximos de poluição atmosférica e de ruídos definidos pela legislação".
Vejo constantemente carros conduzidos por uma pessoa só...são aos milhares! isto sim é um verdadeiro desperdício de energia!
As escadas rolantes são por vezes desnessárias, mas temos de pensar nas crianças e idosos, que por natureza não têm a nossa energia de subir ou descer degraus dois a dois e aos pulos.
Cumps.
Zervana
Fonte: Público
As escadas rolantes são
As escadas rolantes são apenas uma das muitas coisas que têm de ser corrigidas.
Eu podia dizer que estou muito mais preocupado com as emissões dos chineses, agora que escolheram seguir uma economia baseada no carbono, do que com os carros conzudidos por uma só pessoa na Avenida da Liberdade - mas não estou.
Eu estou preocupado com algo que abrange tudo isso, que é a falta de consciencialização das pessoas para o que andamos a fazer.
Só um reparo quanto a crianças e idosos: concordo quanto aos idosos mas para isso não são precisas 22 escadas rolantes num centro comercial e quanto às crianças, a mania de nos protegermos demasiado leva a que depois sejamos fracos, tanto fisicamente como de cabeça e quando vem uma doença mais manhosa, quando é preciso pensarmos por nós ou quando é preciso dar uma corrida para apanhar o transporte público, é a desgraça...