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condução
Distância mínima de segurança
Há alguns anos atrás tive um acidente de carro, devido a uma travagem brusca 3 carros mais à frente.
Um chico-esperto qualquer, que ia a uma velocidade considerável, achou por bem que devia travar a fundo até parar o carro, para deixar um autocarro sair da paragem. O carro que ia atrás dele travou também a fundo e conseguiu evitar bater-lhe. Já os dois carros atrás, sendo o meu o último, não tiveram a mesma sorte, pois a estrada era a descer.
O primeiro da fila, que não levou com ninguém, deixou o autocarro passar e seguiu o seu caminho, deixando para trás uma fila de três carros batidos.
O meu carro ficou com um bom bocado da frente desfeita, o carro em que bati ficou com o eixo traseiro torcido e o carro da frente já nem me recordo do que teve.
Mas algo de bom resultou de tudo isto: desde então tenho uma noção completamente diferente de "distância mínima de segurança".
Ultimamente tenho-me apercebido que são raríssimas as pessoas que têm noção do perigo que correm ao conduzirem demasiado perto do carro da frente. Especialmente aqueles anormais de mer$% que gostam de ficar a meio metro da traseira do carro da frente, provavelmente por quererem ver o que vai na bagageira ou por estarem com pressa para ir para o emprego...
Mas o que é facto é que a maior parte dos condutores que vejo, cometem este erro que lhes pode sair muito caro. Posicionam-se demasiado perto da viatura que vai à sua frente e se precisarem de travar, lixam-se.
Há uns dias estava a conversar sobre isto com um amigo meu, precisamente por tê-lo visto fazer o mesmo e por lhe ter dito que ele devia ter mais cuidado, pois se o carro da frente travasse repentinamente, ele não ia conseguir desviar-se ou travar a tempo.
A reacção dele foi "sim, pode acontecer, mas qual é a probabilidade?", ao que eu respondi "uma em vinte biliões - e se o um fores tu?".
Não percebo qual é a necessidade que as pessoas têm de correr riscos estúpidos - e, pior ainda, porem terceiros em risco - só porque acham que a probabilidade de algo mau acontecer é extremamente baixa. Amigos, "probabilidade baixa" não significa "não acontece"; significa que "é pouco provável de acontecer", tal como o nome indica, e não é impossível que vocês não sejam parte da percentagem do acontecimento ocorrer, por muito ínfima que esta seja.
O que tenho aconselhado aos meus amigos é que peguem na distância que consideram ser segura e a dupliquem. Talvez assim já estejam perto de uma distância realmente segura.
Rotundas
Vamos esclarecer uma coisa de uma vez por todas: nas rotundas, o sinal de mudança de direcção ("pisca") faz-se para a direita, quando vamos sair da rotunda!
Não entendo que raio de mania é que anda para aí há já muitos anos, de que temos que ter o pisca ligado para a esquerda quando estamos na rotunda e que quando queremos assinalar a nossa intenção de sair da rotunda, basta desligar o pisca!
Mas que anormalidade é esta? Se não sabem o código da estrada vão novamente para a escola de condução mas deixem os outros conduzir em paz e sossego, sem terem que estar a levar com carros em cima, conduzidos por velhinhos que acham que como uma rotunda é redonda, têm que fazer pisca para a esquerda!
Sim, porque noutro dia só não fui chamado "santo" por um velhinho desses, que se atirou contra o meu carro e não lhe bateu por escassos milímetros - também pus a hipótese de ser por eu não ter qualquer semelhança com o Val Kilmer ou o Roger Moore mas isso é outra história. O simpático senhor lá gritou e esbracejou, acusando-me de não estar a fazer pisca. Ou seja, estava dentro da rotunda e não estava a fazer pisca, logo ia sair da rotunda e ele podia enfiar-se à vontade.
Será que é necessário um doutoramento para ver que numa rotunda estamos numa porcaria de uma faixa de rodagem normalíssima e lá por estarmos num trajecto curvilíneo para a esquerda, não precisamos de assinalar o pisca para esse mesmo lado?
Será que quando vão na autoestrada e o percurso curva ligeiramente para a esquerda ou direita, também fazem pisca para o lado correspondente?
Será que é assim tão complicado entender que o pisca faz-se para assinalar a nossa intenção de mudar de faixa de rodagem e não quando estamos simplesmente num trajecto curvilíneo?
Será que estas pessoas nunca aprenderam que quando se sai da rotunda é que se vai mudar de faixa de rodagem e, consequentemente, aí é que se assinala a mudança de direcção para a direita?
As companhias de seguros é que não devem andar contentes com a "rotundização" do nosso país, porque com gente desta a conduzir por aí, de certeza que desde que começaram a espetar "bolachas" por todo o lado, o número de pequenos acidentes deve ter aumentado exponencialmente...