"Stalkers" na FCT?

Pois é, parece que temos “stalkers” na FCT. Stalkers oficiais, com direito a viatura e tudo! :P

Passo a explicar: uma antiga amiga minha veio a Almada com a família passar uns dias, para reverem velhos amigos e família. Hoje saiu comigo e com outros amigos nossos e no caminho de volta a casa, passámos pela FCT e decidi mostrar-lhe a nossa faculdade. Foi um tour mega-rápido, até porque de noite não há grande coisa que se veja: entrámos, na rotunda grande descemos ao lado do DI, virámos à esquerda e passámos em frente aos galinheiros, passámos pelo edifício da nova biblioteca, subimos e passámos em frente ao departamental, voltámos à “avenida principal”, passámos em frente ao Edifício 7, da rotunda grande fomos aos campos de jogos, depois passámos por trás do 7, fomos pela estrada de terra que passa atrás do 8 e do 9 mas aí lembrei-me que dali para a frente já não havia saída e por isso voltámos para trás para nos irmos embora.

Nesse momento veio um carro em sentido contrário (um peugeot cinzento, se não estou em erro), o qual parou ao nosso lado e o condutor abriu o vidro. Era um segurança. Eu abri também o vidro, pois o homem queria claramente falar comigo. Imaginei que fosse perguntar o que é que ali estávamos a fazer, ou algo do género, por suspetira que um casal de dois jovens estivesse à procura de um sítio escondido para coisas… “menos próprias”. Não estaria a fazer mais do que o seu dever e eu compreenderia perfeitamente.

O que não compreendi foi a arrogância e cinismo com que me dirigiu a pergunta “Estão perdidos?”, sem sequer se identificar ou cumprimentar primeiro. Eu expliquei que não, que estávamos a caminho da saída. A pergunta foi tão descabida que eu até fiquei meio baralhado por um segundo, a pensar se não estaria no caminho certo para a saída, se me tinha enganado algures ali no escuro e estaria num sítio que não devia. Depois é que veio a reprimenda: “Ou vão para uma sala de estudo ou então vão-se embora, não podem andar por aí”. Foi a novamente a arrogância, coisa que detesto, que me acordou. Evitei a confusão e disse “não se preocupe, estamos a ir”. Devia ter dito “sim, estamos perdidos, andamos à procura da torre Eiffel, pode indicar-nos o caminho, por favor?”…

Íamos a caminho da saída quando me lembrei que um amigo meu deveria estar no DI a trabalhar (ele tem estado por lá aos fins de semana), amigo esse que também não via a minha amiga há vários anos. Parei então o carro no parque de estacionamento perto do DI e já quando estava a abrir a porta vi o mesmo peugeot cinzento a aproximar-se, de repente a acelerar e vir ter connosco. Parou atrás do meu carro. Já estávamos a sair e o mesmo segurança, como se ainda não nos tivesse visto naquela noite, perguntou “vão deixar aí a viatura?”. Não percebi à primeira, por causa do barulho da carro dele e pedi que repetisse a pergunta (sei o que perguntou da primeira vez porque a minha amiga percebeu). Da segunda vez perguntou “vão deixar aí esse carro e sair com o outro?” (estava outro carro parado ao lado do meu). Eu expliquei que não e que íamos só ao DI, que já voltávamos ao carro para nos irmos embora.

Sem proferir qualquer palavra, entrou na sua “viatura” e foi-se embora.

Quando chegámos à saída da FCT, já o nosso “amigo” estava no portão, a conversar com o colega que estava de guarda à cancela. Mostrei o cartão, a cancela abriu e ainda olhei para trás, hesitante se diria alguma coisa ou não. Decidi não o fazer porque de certeza que arranjaria confusão. Uns metros à frente, antes de entrar na rotunda, parei o carro para guardar o cartão e a carteira e nesse momento a minha amiga disse que os dois seguranças estavam a olhar com um ar “ameaçador”, usando a palavra que ela usou. Quando olhei pelo retrovisor, estavam de facto os dois a olhar fixamente para o meu carro, especialmente o nosso “amigo”, que olhava com um ar quase desafiador, como nós fazíamos quando éramos putos e dizíamos “que é que foi?! queres alguma coisa??”. Achei que o mais saudável a fazer era rir de tudo aquilo e fomos embora.

Assim sendo, deixo a questão: a segurança na FCT anda assim tão má que já tenhamos que recorrer a stalkers? Ainda por cima arrogantes e mal educados para com as pessoas? Espero que não. Mas vivem-se tempos difíceis, portanto já espero de tudo…

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