Vamos esclarecer uma coisa de uma vez por todas: nas rotundas, o sinal de mudança de direcção (“pisca”) faz-se para a direita, quando vamos sair da rotunda!
Não entendo que raio de mania é que anda para aí há já muitos anos, de que temos que ter o pisca ligado para a esquerda quando estamos na rotunda e que quando queremos assinalar a nossa intenção de sair da rotunda, basta desligar o pisca!
Mas que anormalidade é esta? Se não sabem o código da estrada vão novamente para a escola de condução mas deixem os outros conduzir em paz e sossego, sem terem que estar a levar com carros em cima, conduzidos por velhinhos que acham que como uma rotunda é redonda, têm que fazer pisca para a esquerda!
Sim, porque noutro dia só não fui chamado “santo” por um velhinho desses, que se atirou contra o meu carro e não lhe bateu por escassos milímetros - também pus a hipótese de ser por eu não ter qualquer semelhança com o Val Kilmer ou o Roger Moore mas isso é outra história. O simpático senhor lá gritou e esbracejou, acusando-me de não estar a fazer pisca. Ou seja, estava dentro da rotunda e não estava a fazer pisca, logo ia sair da rotunda e ele podia enfiar-se à vontade.
Será que é necessário um doutoramento para ver que numa rotunda estamos numa porcaria de uma faixa de rodagem normalíssima e lá por estarmos num trajecto curvilíneo para a esquerda, não precisamos de assinalar o pisca para esse mesmo lado?
Será que quando vão na autoestrada e o percurso curva ligeiramente para a esquerda ou direita, também fazem pisca para o lado correspondente?
Será que é assim tão complicado entender que o pisca faz-se para assinalar a nossa intenção de mudar de faixa de rodagem e não quando estamos simplesmente num trajecto curvilíneo?
Será que estas pessoas nunca aprenderam que quando se sai da rotunda é que se vai mudar de faixa de rodagem e, consequentemente, aí é que se assinala a mudança de direcção para a direita?
As companhias de seguros é que não devem andar contentes com a “rotundização” do nosso país, porque com gente desta a conduzir por aí, de certeza que desde que começaram a espetar “bolachas” por todo o lado, o número de pequenos acidentes deve ter aumentado exponencialmente…
Raúl Santos