Ainda em relação ao meu texto sobre a selecção natural da informática, apercebi-me de que o que escrevi pode ser interpretado como estando a chamar burros a alguns dos alunos abrangidos pelas minhas palavras.
Não se passa nada disso e, de certo modo, até tentei deixar isso explícito lá pelo meio do texto. Vou repetir aqui: não é necessariamente por serem estúpidos ou mente-captos, podem simplesmente não ter o cérebro virado para aquele tipo de raciocínio; podem ser génios em matemática mas não ser capazes de compreender aritmética de apontadores ou os pormenores de uma sinapse. Não torna ninguém menos digno nem é nenhuma vergonha.
Eu conheço várias pessoas que tiveram a sorte de se aperceberem a tempo de que estavam no curso errado e mudaram. Uma delas hoje em dia é investigadora de astrofísica na Suíça. Outra está no Dubai a gerir empresas milionárias. São pessoas burras?…
Volto a dizer: não é vergonha nenhuma não ter as ondas cerebrais sintonizadas para a informática, para a medicina ou para a culinária. O que é vergonha é ser-se preguiçoso e não fazer nada por descobrir aquilo em que somos bons e melhorar as nossas capacidades nessa área.
Ah, e roubar e ser apanhado também :)
Raúl Santos