Sempre houve coisas que me fizeram confusão, especialmente pelo facto de tanta gente acreditar nelas sem o mínimo pingo de evidência para as suportar.
Geralmente a explicação é muito simples e consiste apenas no facto de aquilo em que não acredito não fazer sentido nenhum.
O problema é quando outras pessoas me tentam convencer do contrário. Vão buscar argumentos que nem o pai natal se lembraria deles e acreditam piamente no que estão a dizer, mesmo que seja um chorrilho de disparates. Quando surgem conversas dessas, raramente lhes dou muita importância e até me irrito por outras pessoas não verem algo que é claro como água.
E aqui é geralmente quando a porca torce o rabo…
O que para mim é claro como água, para as outras pessoas não é tanto, porque em vez de se cingirem a uma linha de raciocínio lógica, dispersam-se em crendices, espiritualidades e fé. Neste ponto é quando costumo perder a paciência e a conversa termina, porque não estou para perder tempo nem para me dar ao trabalho de tentar fazer com que aquelas cabeças vejam alguma luz.
Felizmente há quem tenha mais paciência e muito mais jeito que eu para estas argumentações e acabam por dizer algumas coisas que, de forma resumida, dão um estaladão de iluminação nestes malfadados diálogos.
É o caso do mais recente post do Ludwig Krippahl, “Como sei que não tenho asas”, onde explica, da sua habitual forma clara e com uma pitada de humor, porque é que faz mais sentido acreditar numas coisas em deterimento de outras.
Espero que ilumine algumas cabeças mais fechadas. :)
Raúl Santos