O subsídio de natal ou 13º mês nunca existiu?

Mais uma daquelas que me chegou por e-mail. Os pontos de exclamação a mais, o tom típico Tuga de peixeirada, o ser claramente um texto originalmente brasileiro, e o uso “generoso” das maiúsculas quase me fizeram apagar a mensagem sem sequer ler o resto.

O ser claro tratar-se de um texto originalmente brasileiro não é só por si uma coisa má - não tenho nada contra o Brasil ou o seu povo. Infelizmente, a maioria dos e-mails que circula por aí em Brasileiro disfarçado de Português, são treta.

Ainda assim, dei-me ao trabalho de ler este e até achei interessante. Adicionalmente, vim a descobrir que no Brasil se faz o mesmo que cá no que toca a salários, o que provavelmente explica a origem do texto.

As contas batem certo. E o resto, faz sentido?

O subsídio de natal ou 13º mês nunca existiu

Os trabalhadores Ingleses recebem os ordenados semanalmente! Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade MAIS crítica do que a nossa, não fazem nada por acaso! Lembrando que o 13º MÊS em Portugal foi criado logo depois do 25 de Abril de 1974 no governo de VASCO GONÇALVES e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso, “fala-se agora que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês ou subsídio de natal. Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira.

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem “capitalistas” ou “socialistas”, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha €700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de €8.400,00 por um ano de doze meses. €700,00 X 12 = € 8.400,00

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º Mês

€ 8.400,00 (Salário anual)

  • €700,00 (13º salário) =

€ 9.100,00 (Salário anual + o 13ºMês)

O trabalhador vai para casa todo feliz com o “governo amigo dos trabalhadores” que mandou o patrão pagar o 13º.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer uma simples contas que aprendeu no Ensino Fundamental:

Se o trabalhador recebe €700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.

€ 700,00 (Salário mensal) e 4 (semanas que tem o mês) = € 175,00 (de salário semanal)

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) X 52 (Número de semanas anuais)

€ 9.100,00.

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual + o 13º salário.

Surpresa, surpresa? Onde está, portanto, o 13º Salário?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse fato simples:

A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas. No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio trabalhador.

Se o governo retirar o 13º salário ou subsídio de natal dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Como palavra final para os trabalhadores inteligentes:

Não existe nenhum 13º salário. O governo apenas devolve e manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.

Conclusão: os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

13º NÃO É PRÉMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO. É SIMPLES PAGAMENTO PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!

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